Esta semana estarei acompanhando os pacientes da enfermaria de clínica da GO, onde são acompanhadas paciente grávidas com qualquer patologia que mereça internação, a mais comum é DHEG ou pré e pós-operatório de cirurgias ginecológicas.
Durante esses dias, fui escalada para o plantão noturno duas vezes. Meu namorado me acompanha durante os plantões para me ajudar na triagem de pacientes. O primeiro foi "tranquilo" e foi um dia histórico na maternidade por não ter surgido nenhum atendimento durante a madrugada. O segundo foi um pouco mais cheio com casos corriqueiros, como falso trabalho de parto, e casos um pouco mais dramáticos, como DHEG ( Doença Hipertensiva exclusiva da Gestação), aborto e um natimorto.
Estou agora num outro serviço.... A ginecologia e obstetrícia:GO. O primeiro dia: tudo novo, serviço novo, função que nunca havíamos feito antes. Ficamos, eu e meus amigos, na enfermaria da obstetrícia, conhecida como alojamento conjunto. O serviço ficou bastante trabalhoso para cada um de nós porque nesta época do ano, forma-se uma turma, então torna-se menos colegas para "tocar o serviço". Além da enfermaria, temos ambulatório de ginecologia no turno da tarde e damos um plantão noturno semanal na sala de parto.
Estive por várias noites acordada estudando para uma prova de final de rodízio. Foram mais de 60 assuntos a serem avaliados em apenas 40 questões tradicionalmente de nível elevadíssimo. Foram momentos de tensão pré-prova intensos até às 19h do dia 3/12/09. O resultado até agora não saiu!!! E agora estou numa tensão pós-prova!!!
Atendi, há um tempo atrás, uma senhora que além de obesidade tipo I, apresentava DM e HAS. Era uma paciente resistente às nossas orientações quanto a importância de controlar a alimentação e a influência que o estilo de vida sedentário tem em piorar o prognóstico da sua doença. Ela reclamava de tudo!
Os atendimentos já haviam acabado quando chegou uma pcte de 22 anos para ser atendida por apresentar uma crise asmática. No meio do atendimento, a pcte desmaiou... Perdeu a consciência e começou a apresentar uma crise convulsiva na nossa frente... No posto não havia nenhuma medicação que pudesse ser administrada. A preceptora rapidamente fez o que era possivel e solicitou uma ambulância para levá-la para emergência da cidade. Enquanto aguardávamos a ambulância, ela recobrou a cosnciencia e disse que tomava diazepam e carbamazepina todos os dias. Relatou também que não tinha ainda (às 17h) ingerido nenhum alimento porque não tinha nada pra comer em casa. O marido era alcoolista e gastava tudo o que tinha com bebidas e a batia todos os dias. Eles tem uma filha de 2 anos e, segundo a acompanhante, uma vizinha de 14 a, a mãe já havia tentado matar a filha e às vezes quebrava todos os objetos da casa.
- Hipoglicemia
- Convulsão
- Estresse social
- Histeria
- Psicose
