Descarga Papilar

Quando eu ainda estava no rodízio de Saúde da família, atendi uma mulher de 35 anos com descarga papilar não espontânea de coloração esverdeada. A paciente apresentava-se com semblante de pavor e de preocupação com o achado feito pela paciente quando fazia o auto-exame das mamas.
O sinal foi observado por mim durante o exame físico e realmente é algo que "assusta" a pessoa com inexperiencia em relação às patologias mamárias porque a descarga tinha volume considerável e a coloração era verde-lodo.
A nossa preceptora logo acalmou a paciente e encaminhou-a para o ambulatório de especialidades de mastologia, cujo os atendimentos são feitos pelos acadêmicos da minha faculdade e cujo estou tendo o privilégio de estar nele neste momento.
Não tive a oportunidade de acompanhar o desenrrolar do caso da minha paciente do PSF, mas acredito que tenha feito a conduta correta.
Quanto a conduta, eu esquematizei baseado na referência bibliográfica abaixo alguns pontos quando um paciente surge com esta sintomatologia:

1-É espontâneo ou provocado?
2-Qual a coloração?
3-Há nódulos palpáveis?







Estou agora no ambulatório de subespecialidades da Gineco-obstetrícia. Eles incluem ambulatório de Pré-natal normal, pré-natal de alto risco, Ginecologia geral, Patologias Cervicais, Infertilidade, Planejamento Familiar, Mastologia, DST e Urologia. Ficarei por aqui durante 7 semanas.

Enfermaria Clínica da GO

Esta semana estarei acompanhando os pacientes da enfermaria de clínica da GO, onde são acompanhadas paciente grávidas com qualquer patologia que mereça internação, a mais comum é DHEG ou pré e pós-operatório de cirurgias ginecológicas.

Hoje foi meu primeiro dia e acompanhei uma paciente, cujo atendimento já havia sido feito por mim no rodízio de saúde comunitária. Eu fico feliz quando encontro uma paciente antiga e sinto que elas também ficam mais confiantes e relaxadas por ter um rosto conhecido em meio a tantos médicos novos.

Durante esses dias, fui escalada para o plantão noturno duas vezes. Meu namorado me acompanha durante os plantões para me ajudar na triagem de pacientes. O primeiro foi "tranquilo" e foi um dia histórico na maternidade por não ter surgido nenhum atendimento durante a madrugada. O segundo foi um pouco mais cheio com casos corriqueiros, como falso trabalho de parto, e casos um pouco mais dramáticos, como DHEG ( Doença Hipertensiva exclusiva da Gestação), aborto e um natimorto.

Todos eles me trouxeram um aprendizado, seja ele sobre a Medicina ou sobre o que há além da medicina e que não está escrito nos livros de condutas médicas.
O que mais me marcou foi o natimorto.... A mãe em estado de choque, como se não cresse no que havia acontecido ou como se ainda não tivesse consciencia da real situação; lamentava pelo ocorrido, com algumas lágrimas rolando na face. E também se culpava: Isso foi um castigo por aquilo que eu fiz!
Considerei o corpo médico, obstetra, pediatra e internos(leia-se eu), muito frios e alheios à situação da mãe, que acabara de perder um filho. Tenho uma sensação de que eu poderia ter feito mais por ela....

Ginecologia & Obstetrícia

Estou agora num outro serviço.... A ginecologia e obstetrícia:GO. O primeiro dia: tudo novo, serviço novo, função que nunca havíamos feito antes. Ficamos, eu e meus amigos, na enfermaria da obstetrícia, conhecida como alojamento conjunto. O serviço ficou bastante trabalhoso para cada um de nós porque nesta época do ano, forma-se uma turma, então torna-se menos colegas para "tocar o serviço". Além da enfermaria, temos ambulatório de ginecologia no turno da tarde e damos um plantão noturno semanal na sala de parto.

Estive por várias noites acordada estudando para uma prova de final de rodízio. Foram mais de 60 assuntos a serem avaliados em apenas 40 questões tradicionalmente de nível elevadíssimo. Foram momentos de tensão pré-prova intensos até às 19h do dia 3/12/09. O resultado até agora não saiu!!! E agora estou numa tensão pós-prova!!!

Credibilidade de informações

Atendi, há um tempo atrás, uma senhora que além de obesidade tipo I, apresentava DM e HAS. Era uma paciente resistente às nossas orientações quanto a importância de controlar a alimentação e a influência que o estilo de vida sedentário tem em piorar o prognóstico da sua doença. Ela reclamava de tudo!

Hoje, uma amiga de internato atendeu-a para uma consulta de retorno porque eu ja estava atendendo outra pessoa. Durante o atendimento ela disse pra minha amiga: A outra dra disse que eu não ia emagrecer nunca!
Quem me conhece sabe que eu nuca diria uma frase como essa pra alguém, muito menos para uma paciente! Não lembro ao certo as palavras que usei pra explicar que ela devia perder peso, mas tenho certeza de que essas narradas por ela não foram ditas por mim!
Mas fiquei feliz porque de uma forma ou de outra eu consegui estimulá-la a emagrecer desafiando-a (na interpretação dela) e ela conseguiu perder 4kg em dois meses.... Encontrei com ela nos corredores e ela me contou o feito com orgulho!
MORAL: Cuidado com as informações que os pctes chegam contando de outros médicos pra vc: nem tudo pode ser verdade!!!